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Lorde

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  • Autor
  • Coleção
  • ISBN 9789898800237
  • PVP 12.99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até fim de
  • 1ª Edição maio de 2015
  • Edição atual 1
  • Páginas 112
  • Apresentação Capa Mole
  • Dimensões 150x222x7 mm

«Uma bandeira do reino unido, que lembrava ter notado do quarto, agora se mostrava apenas certa mancha indistinta, flutuante. Fui para a outra janela ao lado: o mesmo. Perguntei-me se o mundo daqui agora era esse, embaçado.»

Um escritor brasileiro de cinquenta anos, autor de sete livros reconhecidos e premiados pela crítica, recebe um misterioso convite de emprego de uma instituição britânica. Depois de desembarcar em Londres e de se instalar num apartamento nos subúrbios, percebe que pode haver um contrato, mas haverá pouco mais. Sem dinheiro nem pátria, vagueia ao sabor de encontros fortuitos, alimentado pelo desejo de viver fora das páginas das suas obras, de esquecer quem é.

Lorde parte da experiência do próprio João Gilberto Noll em 2004, como escritor residente no King's College. Nele desenha-se um retrato inquietante, herdeiro da tradição de Beckett, sobre quem somos e o que somos quando consumidos pela cultura mediática, num romance que a cada instante desfaz, como Karl Ove Knausgard, a fronteira entre a ficção e a vida.

«Desde a estreia, em 1980, Noll vem ocupando um lugar típico, único na literatura brasileira de ficção.» - Folha de São Paulo.

«A história de uma desintegração, ou, ainda pensando em Kafka, de uma metamorfose.» - Veja.

Nasceu em Porto Alegre, em 1946. Licenciado em Letras, trabalhou no Rio de Janeiro e em São Paulo como revisor. A sua estreia literária foi com o livro de contos O Cego e a Dançarina (1980), com o qual venceu o prémio Jabuti na categoria de autor revelação, o primeiro dos cinco prémios Jabuti que recebeu durante a sua carreira, pelos romances Harmada (1993) e A Céu Aberto (1996), pelo livro de crónicas Mínimos Múltiplos Comuns (2003), além de Lorde.

Assinou uma vasta e premiadíssima obra ficcional, com uma incursão pelo teatro, tornou-se presença habitual nos prémios brasileiros, e o romance Harmada foi mesmo considerado um dos cem grandes romances brasileiros de sempre. A sua obra foi adaptada ao cinema em três ocasiões: Nunca Fomos tão Felizes, de Murillo Salles, em 1984, adaptação do conto «Alguma Coisa Urgentemente»; Harmada, de Maurice Capovilla, em 2003; e Hotel Atlântico, realizado por Suzana Amaral em 2009.